Projetos completos BIM: inovação para o setor AECO

O cenário do setor AECO tem evoluído cada vez mais, boa parte desse processo tem ocorrido devido aos projetos completos em BIM.

O cenário do setor AECO tem evoluído cada vez mais, tornando-se mais digitalizado e eficiente. Boa parte desse processo tem ocorrido devido aos projetos completos em BIM.

A metodologia representa uma grande inovação no setor, garantindo impacto positivo cada vez maior em toda a cadeia construtiva.

O que o BIM tem feito para a indústria construtiva?

Os modelos únicos e tridimensionais do BIM (Building Information Modeling), carregados de informações para todo o ciclo da obra, utilizam uma metodologia totalmente colaborativa, com digitalização completa e detecção prévia de conflitos.

É uma nova forma de projetar, planejar, construir e operar, extremamente relevante para arquitetos mas também para gerentes, engenheiros, consultores, construtores e clientes.

Evidentemente que o uso do BIM deve vir acompanhado de uma real mudança de cultura dentro das organizações, com alterações radicais e qualificação profissional dentro da plataforma, que é baseada nos pilares tecnologia, pessoas, processos e políticas.

No projeto em BIM completo, estão previstos, além do design aprimorado do projeto arquitetônico, também a compatibilização dos projetos de todas as disciplinas, como os projetos complementares (elétrico, hidrossanitário, sistema HVAC e PCI)  e de infraestrutura.  

Todos conversam entre si, possibilitam interações que são comunicadas aos envolvidos na cadeia, com informações compartilhadas, e, assim, evitam erros que só seriam descobertos em estágios mais avançados de uma obra.

A utilização de projetos completos BIM está possibilitando, de fato, a mobilização da indústria construtiva para uma nova era de rapidez e eficiência. Servem tanto para novas obras, como para reformas de instalações.

No Brasil, um  decreto BIM, que determina o uso da metodologia de maneira efetiva a partir de 2021, em algumas obras públicas dos Ministérios da Defesa e da Infraestrutura, aponta que há urgência na padronização do uso do BIM na cadeia construtiva do país, seja para o setor público ou privado. 

O país tem uma grande necessidade de reduzir custos e prazos em suas obras, promover sustentabilidade, além de garantir mais segurança e transparência nas contratações públicas e de modo geral, para garantir mais qualidade e previsibilidade. É isso que o BIM pode trazer  ao setor no Brasil.

Uso de projetos completos BIM pelo mundo

Sejam complexas obras públicas ou outras relacionadas à área privada, são diversos empreendimentos que estão utilizando os projetos completos BIM em vários países, obtendo bons resultados de eficiência, custos e sustentabilidade. 

Conheça algumas iniciativas de sucesso:

39 Victoria Street

Esse projeto do Departamento de Saúde de Londres (Reino Unido) foi concluído em agosto de 2017 e utilizou o BIM conforme mandato do governo.

O edifício é composto por salas de reunião, restaurante e serviço ao cliente. Nos seus 8 primeiros andares há escritórios de conceito aberto e salas de reuniões. No nono andar também há grandes escritórios.

O projeto permitiu um melhor entendimento da obra pelo cliente por meio da visualização aprimorada da modelagem tridimensional, evitando alterações durante a construção e foi entregue dentro do prazo e orçamento.

Esse projeto recebeu o Prêmio RICS (Royal Institution of Chartered Surveyors) como “Melhor Projeto BIM geral”. Essa premiação, que trabalha em um nível intergovernamental, reconhece altos padrões internacionais na avaliação, gestão e desenvolvimento de imóveis, terrenos, construção e infraestrutura.

O cenário do setor AECO tem evoluído cada vez mais, boa parte desse processo tem ocorrido devido aos projetos completos em BIM.
39 Victoria Street

MultiCare Health System

O Good Samaritan Hospital, situado em Puyallup, nos EUA, é um centro de internação completo que utilizou  a tecnologia BIM para a renovação de uma torre de nove andares.

Com uso do BIM, a obra ganhou simplificação no projeto de design, total entendimento do proprietário, eliminação de  diversos erros que eram comuns em documentações e redução do tempo de obra .

O resultado foi que esse foi o primeiro hospital de internação do estado a receber a certificação LEED Gold, que é um certificado concedido a construções sustentáveis concedida pela USGBC (United States Green Building Council). Essa também é uma certificação sustentável reconhecida no Brasil.

Centro de Pesquisa de Engenharia da Brown University

A Universidade Brown (EUA) utilizou a metodologia BIM para construir seu novo centro de pesquisas de ponta, dotado de laboratórios, diversas salas e espaços de trabalho flexíveis.

O BIM foi adotado para permitir a integração, comunicação e colaboração da equipe de projeto, utilizando todas as ferramentas permitidas em todo o ciclo de vida da obra, da modelagem, detecção de conflitos em tempo real, orçamentos precisos ao processo de construção em si.

Desde o início do projeto, foi permitido a sincronização e compartilhamento dos modelos BIM entre os parceiros comerciais e de projeto, que estavam localizados em diversas cidades dos EUA.

Semanalmente havia relatórios de custos que capacitaram stakeholders e designers a tomarem as melhores decisões em cada etapa.

Com isso, o Centro de Pesquisas foi entregue em novembro de 2017, ou seja, três meses antes do previsto nas previsões iniciais.

Hospital Albert B. Chandler (University do Kentucky)

Essa instalação de centro de cuidados aos pacientes no Campus da Universidade do Kentucky (EUA) foi elaborada para substituir um hospital já existente. A obra foi realizada em duas fases, ambas com utilização do BIM.

O hospital inclui atendimento de emergências, intervencionistas, cirurgias e imagens, incluindo duas novas torres de quartos privados. Além do espaço de atendimento médico, há áreas de serviços de alimentação, espera e até biblioteca para pacientes.  

O BIM foi utilizado para modelar o novo design do hospital, agilizar a pré-fabricação de materiais, projeção de conduítes para evitar conflitos no posicionamento de dutos e tubulações, entre outras medidas.

Eclusa de Slussen

A eclusa de Slussen, situada na cidade velha de Estocolmo (Suécia), fica entre as ilhas de Södermalm e Gamla Stan.

Já foi reconstruída 4 vezes desde 1642. Antes da reforma, as instalações eram do século passado, e estavam em um estado ruim de conservação. Era preciso modernizar o local com maior espaço para ciclistas, pedestres, transporte público e fornecimento de água potável.

O projeto grandioso e de grande complexidade, considerado o maior de todos os tempos para a eclusa e com previsão de finalização em 2022, adotou a metodologia BIM, que foi utilizada para planejar e gerenciar totalmente a obra.

Todas as informações do banco de dados dos projetos (projeto estrutural BIM, arquitetônico e complementares) foram detalhados e sincronizados, e a obra tem ocorrido totalmente dentro das previsões. Porém, os gestores já reconheceram que o uso dos projetos completos BIM permitiu que o processo tenha sido muito mais acelerado do que seria em metodologias tradicionais.

O cenário do setor AECO tem evoluído cada vez mais, boa parte desse processo tem ocorrido devido aos projetos completos em BIM.
Eclusa de Slussen

Conclusão

Esses são apenas alguns exemplos de projetos completos BIM utilizados em vários países, mas são incontáveis obras ao redor do mundo que foram concebidas dentro da nova metodologia, que tem permitido uma real modernização do setor, que estava nos últimos lugares no que se refere ao processo de transformação digital.

Com o BIM, um verdadeiro upgrade da indústria construtiva já é uma realidade, com total inovação de processos e melhoria contínua.

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