Entenda mais sobre arquitetura sensorial

A arquitetura sensorial vai levar em consideração todos os sentidos do corpo humano para fazer uma pessoa reagir a um ambiente.

A arquitetura sensorial vai levar em consideração todos os sentidos do corpo humano para fazer uma pessoa reagir a um ambiente.

Veja nesse post como trabalhar esse conceito, que pode render espaços muito mais convidativos.

O que é arquitetura sensorial?

A arquitetura sensorial pode ser definida como uma verdadeira arte de projetar para todos os sentidos. Esse conceito vai permitir que o design dos espaços interaja com as pessoas de forma emocional. 

Muito mais do que apenas ver se um ambiente é bonito e harmônico, funcional ou prático,  a ideia é permitir que a pessoa tenha sensações ao entrar nele.

Muitos edifícios comerciais utilizam esse conceito para transmitir gerar emoções, especialmente alguns hotéis e museus modernos. 

Afinal, estamos na era da experiência, como o setor hoteleiro não poderia pensar no que quer provocar em um hóspede assim que ele se insira em um ambiente: aconchego, calor, alegria, relaxamento, euforia? 

Muitas vezes, a temperatura do ambiente já transmite essas sensações, assim como os aromas que exalam. Por exemplo, quando uma pessoa estiver em um local muito frio, ao entrar em um lobby de hotel aquecido, a sensação será muito reconfortante; já em um lugar de clima tropical extremamente quente, um ar condicionado na temperatura adequada vai proporcionar o mesmo alívio que proporcionaria para uma pessoa que está em um deserto e encontra um oásis, gera bem-estar e frescor.

E quem nunca teve uma grande sensação de bem-estar ao entrar em um toilete de hotel, bar ou de outros espaços comerciais muito limpos, organizados, bonitos e positivamente aromáticos?

São alguns estímulos do ambiente e informações visuais, olfativas, auditivas,  entre outras, que vão fazer que a pessoa sinta a proposta arquitetônica do espaço.

Arquitetura sensorial para residências

Mas a arquitetura sensorial não é apenas para edificações comerciais, dentro das residências, esse conceito pode ser muito bem aproveitado, principalmente porque as residências carregam em si uma vocação de espaço emocional.

Com aspectos sensoriais, nos espaços das residências podem ser geradas sensações de calor, ritmo, equilíbrio, descompressão, bem-estar, serenidade, paz, descanso, relaxamento, entre muitos outros.

Sem dúvida, a maneira como as pessoas experimentam os espaços pode render resultados melhores no estilo de vida delas. Isso já pode até ser definido em uma planta humanizada.

A arquitetura sensorial vai trabalhar com aspectos como:

  • Uso bem direcionado da luz natural, que ajuda a manter ritmos biológicos;
  • Cores, que podem afetar desempenho e a saúde; 
  • Aromas que podem estar ligado à memória emotiva; 
  • Sons que podem trazer sensações de relaxamento ou euforia;
  • Sensações de conforto ao tato com o uso de certas superfícies, tanto para pisos, paredes e móveis, como as temperaturas do ambiente e a ventilação.

Só pra citar um exemplo, em um projeto de piscina pode ser incluído um jardim sensorial na arquitetura. 

Além do bem-estar que uma área verde já poderia gerar, também é possível projetar pergolados com sinos de vento ou outros objetos que produzam sons harmônicos e até mesmo um projeto paisagístico com espécies que exalem determinados aromas. Imagine o que seria se sentar em um espaço assim no final de uma tarde? Certamente, algumas boas sensações poderiam ser geradas.

Arquitetura sensorial para deficientes

São muitas as variáveis que estão associadas a um projeto arquitetônico, mas aqueles que dão ênfase ao sensorial, podem usar de estratégias para entender como o espaço vai afetar seus ocupantes, desde o aspecto comportamental, porque os espaços podem sim afetar o humor, e até emocionalmente, porque também podem gerar bem-estar e impressão de pertencimento.

Por exemplo, em um projeto de arquitetura sensorial para pessoas com deficiências diversas, as sensações podem transmitir o estímulo adequado tanto no quesito funcionalidade como no quesito emocional. 

Um caso é a arquitetura sensorial para deficientes auditivos nos quais os estímulos visuais e aromas podem ajudar a conduzir o usuário pelo ambiente e transmitir as sensações que sejam solicitadas para quem vai viver naquele espaço. Já para quem tem deficiências visuais, os sons, temperaturas e aromas também terão funcionalidade no estímulo das sensações.

Outro caso é um projeto de arquitetura sensorial para autismo nos quais os ruídos do ambiente e até mesmo a intensidade da luminosidade podem ser controlados para promover mais tranquilidade e bem-estar.

Esse conceito também vai ao encontro da neuroarquitetura, que é o estudo da neurociência aplicado à arquitetura, ou seja, de que forma o ambiente físico pode impactar o cérebro. Esses estudos apontam que, além dos aspectos sensoriais, até a organização do ambiente pode melhorar a qualidade de vida de quem vive no ambiente.

Programas para ajudar a desenvolver seu projeto sensorial

O Revit é um software que foi criado para dar suporte ao BIM (Building Information Modeling), com ele, os projetos arquitetônicos vão garantir uma geometria baseada em informações do mundo real de forma tridimensional.

Com isso, esses projetos ganham muito mais consistência, inclusive para trabalhar com a arquitetura sensorial. Conheça nosso curso Master em Revit.

Além disso, para quem também quer utilizar outros programas para produzir plantas humanizadas, em breve também teremos o curso de Lumion. 

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