Currículo arquitetura: conhecer BIM é fundamental

Tem um ponto fundamental para constar no curriculo arquitetura na atualidade: conhecimento do BIM. Entenda mais nesse post.

Quando um profissional vai elaborar o seu currículo de arquitetura precisa tomar uma série de cuidados para dar o seu recado de forma eficiente. Mas tem um ponto fundamental para constar no documento na atualidade: conhecimento do BIM.

Essa metodologia já tem sido utilizada no mundo inteiro pelos profissionais do setor. No Brasil, ganha força, a cada dia, e reflete a grande mudança que a indústria AECO vem passando.

Currículo de arquitetura: por que BIM?

Evidentemente que alguns pontos são cruciais em um currículo de arquiteto: experiência profissional e habilidades técnicas, com informações relevantes, diretas e concisas, que demonstrem que ele tem as características necessárias à vaga que está concorrendo.

Um dado que tem sido muito valorizado atualmente para o currículo de arquitetura, dentro da formação acadêmica do candidato, é o conhecimento do BIM. Embora muitas universidades ainda não incluam disciplinas sobre o assunto em sua grade curricular, muitos arquitetos recém-formados estão buscando essa formação em cursos de pós-graduação, enquanto outros mais experientes buscam também essa qualificação.

Dar um passo no sentido de estar atualizado com o mercado é muito importante para o currículo de um candidato. Seja para um currículo de estágio de arquitetura ou para vagas que exijam mais experiência, conhecer o BIM coloca o candidato dentro de um contexto de transformação digital que vem atingindo em cheio a indústria AECO, possibilitando resultados muito melhores dentro do cenário mundial.

O que é BIM?

O BIM (Building Information Modeling) é uma metodologia de trabalho que vai melhorar imensamente a maneira como os arquitetos e engenheiros vão projetar e construir os edifícios.

O processo é baseado nos pilares tecnologia, processos, pessoas e políticas. Isso significa que, além de usar uma metodologia suportada por um software, pessoas precisam mudar a mentalidade para trabalhar em um fluxo totalmente colaborativo baseado em novos processos e procedimentos.

Para que isso ocorra, em cada país onde se instala, o tópico “Políticas” será fundamental para regulamentar os princípios e regras do uso da metodologia.

Com o BIM, os arquitetos e profissionais da cadeia construtiva trabalham em um modelo único inteligente, baseado em geometria tridimensional, integrado a um banco de dados, que envolve a atuação de todas as disciplinas, com compartilhamento de informações durante todo o ciclo de vida do projeto.

O banco de dados vai permitir a reunião de todas as propriedades definidoras de seus componentes, características específicas, materiais, códigos de serviços, parâmetros para levantamento de quantidades, análises técnicas, legislação e normas, etc.

Assim, o processo BIM permite planejar, projetar, orçar, executar, gerenciar e operar toda a obra de forma mais integrada, rápida e precisa, para proporcionar uma construção mais eficiente em termos de design, custos, desempenho e sustentabilidade. Assim, percebe-se que a metodologia garante muito destaque em um currículo de arquitetura.

Razões para ter o BIM no currículo do arquiteto

A grande evolução da arquitetura e urbanismo permitida com o uso do BIM é mais do que motivo suficiente para investir nesse conhecimento. Vamos apresentar mais 8 motivos que são relevantes para o BIM constar no currículo de um profissional.

1 – Valoriza o trabalho dos profissionais

Durante um bom tempo, os arquitetos conviveram com uma concorrência que permitia a criação de projetos em CAD por pessoas que não eram formadas em arquitetura e urbanismo.

Com o BIM isso não é possível. Para atuar com a metodologia, é preciso saber mais que desenhar, é necessário entender profundamente de arquitetura e também de disciplinas de engenharia, como estruturas e instalações, por exemplo. No BIM, um profissional  depende do outro e saber  como o colega da outra área trabalha fará toda diferença no aspecto colaboração.

2 – Design é aprimorado

A riqueza de detalhes permitida pelo BIM vai aprimorar todo o design de um projeto arquitetônico porque garante, inclusive, uma melhor consciência espacial.

Em metodologia tradicionais, o design era sequencial, mais rígido e fragmentado. Já a metodologia BIM fornece uma compreensão profunda do espaço a ser projetado e traz elementos importantes para a visão global do arquiteto, desde uma melhor estética a uma melhor seleção de materiais.

A criação de projetos arquitetônicos em BIM  não traz apenas um desenho em 3D, é capaz de simular a existência real física da construção, desde o design, às fundações estruturais, instalações diversas, telhados, etc.  

3 – Comunica melhor o design

Um dos pontos fundamentais para entender o que é BIM é saber que não é apenas um software, é uma metodologia que permite uma mudança de mindset para os profissionais.

Com o BIM, o arquiteto vai conseguir criar uma edificação virtual totalmente semelhante à construção física, com a possibilidade de criar simulações para criar diversos cenários e ajudar todos os profissionais envolvidos na etapa posterior a ter uma noção muito mais aprimorada do projeto.

Mas esse entendimento não é apenas dos profissionais envolvidos, os clientes também são inseridos nessa integração.

4 – Reduz prazos para entrega de projetos

O processo de projetar em BIM possibilita uma entrega de projetos em prazos muito mais reduzidos, porque quando o arquiteto desenha, automaticamente, é criado um elemento 3D que fará parte de seções, elevações, tabelas de parâmetros já preenchidas, etc.

É um ganho enorme de tempo, que também vai economizar custos e recursos. Permite trabalhar com prazos menores, mas com mais qualidade, porque também permite mais eficiência nos escritórios de arquitetura, com menos retrabalhos. 

5 – Design é coordenado

A colaboração é um dos pontos altos da metodologia BIM. O compartilhamento de informações e trabalho no modelo único permite que  o design esteja totalmente alinhado com os processos subsequentes dos projetos complementares.

Tudo vai começar no projeto arquitetônico, mas com o melhor entendimento do design, os engenheiros e outros envolvidos na cadeia construtiva têm a oportunidade de uma coordenação nunca vista em métodos tradicionais. 

O compartilhamento de informações é automatizado e eficiente. Assim, a metodologia também garante uma compatibilização de projetos muito mais facilitada.

6 – Permite orçamentos mais precisos

Um dos pontos nevrálgicos de uma obra é o orçamento, são muitas as variáveis que podem surgir e ainda depende também da visão pessoal de cada orçamentista. É um trabalho imenso que demanda o levantamento de quantitativos e preços unitários dos elementos.

Com as ferramentas do BIM, que incorpora as áreas de planejamento e orçamentação,  as especificações são exatas, o que permite uma redução imensa de desperdícios, porque os quantitativos extraídos pela metodologia são precisos.

7 – Permite redução de erros

Quando se fala em eficiência, a redução de retrabalhos e erros tem importância elevada. Anteriormente, os projetos em AutoCAD (2D), baseados em linhas, sempre geraram muitos conflitos de entendimento e erros de cálculos, que resultaram em desperdícios de custos, tempo e recursos.

Com o BIM, esses conflitos de entendimento praticamente são extintos, porque as informações são mais confiáveis, e permitem uma verificação mais rápida, antes de qualquer tomada de decisão.

Para projetos pequenos já é útil, mas para outros de alta complexidade, como um grande hospital, uma hidrelétrica ou um grande complexo de hotelaria, o BIM demonstra-se fundamental. Cada elemento pode ser checado pela tecnologia, nada passa despercebido.

8 – Mercado tem exigido cada vez mais

Essa metodologia começa a ser mais e mais exigida na indústria construtiva, mas a partir de 2021, deve assumir importância crucial na formação de um profissional, isso porque um decreto BIM determina que esse processo seja utilizado em novas obras e reformas de prédios governamentais. 

Como ocorreu em todos os países do mundo onde a metodologia já é o padrão da indústria construtiva, com o estímulo governamental, a adesão à plataforma dentro do setor privado também vai crescer no Brasil. Candidatos que não tiverem essa formação poderão ficar totalmente fora do mercado.

Conclusão

Então, quando pensar em como fazer um currículo de arquitetura mais atrativo, pense nessa qualificação que será fundamental para as oportunidades profissionais.

Todos os radares do setor AECO estão apontando para o BIM, porque, além de a metodologia possibilitar uma redução de custos de até 20% para a cadeia construtiva, segundo dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, também prevê uma indústria muito mais transparente e eficiente. Saber trabalhar com o BIM, coloca um verdadeiro holofote para qualquer currículo do segmento.

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