O que é o BIM?

 Saber o que é o BIM e qualificar-se na metodologia é aspecto fundamental para quem quiser continuar presente de forma efetiva no mercado, porque decretos do governo, já em vigência, estão colocando uma verdadeira lupa sobre o uso da metodologia no país.  Nos países mais desenvolvidos, essa metodologia já é essencial e, em alguns casos, obrigatória, para permitir um projeto, planejamento e execução de obras mais eficientes, colaborativos e rentáveis. Nesse post, entenda por que a dúvida sobre  o que é BIM precisa ser sanada já, e que muitíssimo em breve será um conhecimento cada vez mais imprescindível para a carreira de todos os profissionais, desde os que já atuam na área até aqueles que estão saindo das universidades agora e no futuro. O que é BIM? O BIM é um acrônimo para Building Information Modeling que, na tradução para a língua portuguesa, significa Modelagem da Informação na Construção. É uma metodologia de trabalho colaborativa que apresenta  um processo inteligente baseado em um modelo 3D, que está relacionada a todo o ciclo de vida uma edificação.  Essa plataforma, amparada em 3 pilares (pessoas, processos e tecnologia), fornece aos profissionais da arquitetura, engenharia e construção, informações precisas e ferramentas para planejar, projetar, construir, gerenciar e operar com mais eficiência a edificação de prédios residenciais ou comerciais e obras de infraestrutura. Com um modelo tridimensional único e carregado com banco de dados, há um ambiente de colaboração, comunicação e interação entre todas as disciplinas, do projeto arquitetônico, aos projetos complementares e análise estrutural, etc O ambiente de interação, colaboração e comunicação do BIM para arquitetos, engenheiros e profissionais da construção civil possibilita que a indústria construtiva seja elevada a um outro patamar de eficiência, produtividade, consciência ambiental e resultados financeiros. O BIM é um conceito que surgiu a partir dos estudos sobre processos construtivos do professor Chuck Eastman, do Instituto de Tecnologia da Georgia (EUA), há mais de 30 anos. De lá para cá, vem representando uma inovação radical no setor, que, em breve, será também a principal metodologia de trabalho do setor construtivo no Brasil, a exemplo de outros países. Atualmente, o BIM já pode ser considerado o principal protagonista da Construção 4.0, que vem proporcionando uma digitalização para o setor que era considerado o menos tecnológico entre as áreas da economia. Com o uso do BIM, os profissionais também podem associar outras tecnologias para promover melhores resultados nos canteiros de obras, como o uso de drones, scanners e realidade aumentada. Principais características do BIM O fato de um projeto apresentar um design tridimensional,  não significa saber o que é BIM. Para entender o que é modelagem BIM é preciso saber que existem características marcantes na metodologia, como: Modelagem paramétrica Os objetos do projeto BIM têm dados atribuídos e se relacionam entre si.  Os componentes da edificação são projetados com representações digitais inteligentes (objetos) que “sabem” o que são e podem ser associados com gráficos computacionais, dados, atributos e regras paramétricas. Levantamento de insumos Os projetos em BIM trazem componentes que incluem dados descritivos de seu comportamento que são necessários para análises e processos de projeto, tais como levantamentos de quantitativos, especificações e análise energética.  Por isso, o levantamento de insumos é muito mais preciso, e menos demorado do que na metodologia tradicional na qual esses levantamentos são realizados de forma manual e que podem gerar muitos erros de cálculos. Há softwares BIM específicos para fazer essa quantificação e cálculos. O que é interoperabilidade BIM? Significa que um software BIM tem a capacidade de fazer intercâmbio com outros softwares para troca de informações durante todo o ciclo de vida do projeto. Assim, os dados são coordenados de modo que todas as vistas do modelo sejam representadas de modo coordenado; Geração de simulações Dados consistentes e sem redundância de modo que alterações nos componentes sejam representadas em todas as vistas do componente. Essas simulações vão identificar possíveis interferências entre diversas disciplinas do projeto, identificando e esclarecendo a necessidade de correções ainda na fase de anteprojeto. O gerenciamento de informações e compartilhamento permitidos ao BIM apresenta a possibilidade de interferências ainda nesta fase de representação digital, permitindo que a obra tenha muito melhor desempenho quando passa para a fase de execução. Tecnologia BIM no Brasil: decretos e incentivos Essa modernização sem precedentes para o país, começou a ganhar ainda mais força com a publicação do decreto 9.377, em 17 de maio de 2018, que, posteriormente, sofreu alterações. Porém, em 2020, houve a assinatura de um novo decreto. Por meio da publicação do Decreto 10.306, de 2 de abril de 2020, o governo federal estabelece a utilização do BIM, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling – Estratégia BIM BR, na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal referentes a construções novas, reformas, ampliações ou reabilitações.  A finalidade da Estratégia BIM BR é promover um ambiente adequado ao investimento na metodologia e sua difusão no Brasil. No decreto de 2020, ficou determinado que os ministérios da Defesa e da Infraestrutura seriam os primeiros a implantar o BIM de forma preferencial em seus projetos. Porém, os demais órgãos públicos também ficaram livres para fazer uso da metodologia. Além disso, uma frente parlamentar, dentro do Congresso Nacional, nomeada Frente Parlamentar do BIM, articulou alterações da Lei 8.666 que controla as licitações públicas.  Esse trabalho resultou na sanção da nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (14.133), publicada em 1o de abril de 2021, orientando que o uso da metodologia BIM seja preferencial nos projetos e obras do Governo. Janeiro de 2021 O BIM deve ser utilizado no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia nas disciplinas de estrutura, hidráulica, AVAC, instalação elétrica e na detecção de interferências, na extração de quantitativos e na geração de documentação gráfica a partir desses modelos. A partir de janeiro de 2024 BIM deverá ser utilizado na execução direta ou indireta de projetos de arquitetura e engenharia e na gestão de obras, e abrangerá os usos previstos na primeira fase, a orçamentação, planejamento e execução de obras e atualização do modelo e de suas informações como construído (as built), para obras cujos projetos de arquitetura e engenharia tenham sido realizados ou executados com aplicação do BIM. A partir de janeiro de 2028 Será necessário fechar o ciclo completo de utilização da metodologia BIM no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia, na  gestão de obras e abrangerá os usos previstos na primeira e segunda fases, no gerenciamento e manutenção do empreendimento após a sua construção, cujos projetos de arquitetura e engenharia tenham sido desenvolvidos ou executados com aplicação do BIM. BIM: o que é no mundo A adoção cada vez maior da metodologia se revela muito pertinente para uma projeção de população mundial que deve atingir os 9,5 milhões e meio de habitantes até 2050, segundo dados da ONU. Assim, com mais eficiência, espaços mais inteligentes e resistentes podem ser criados, bem como a demanda do setor construtivo poderá ser mais facilmente atendida. No mundo inteiro, cada país está em um grau diferente de utilização do sistema BIM. Em nações como Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Áustria, Singapura, Hong Kong e Dubai o uso está bastante avançado. Lá, a implementação é completa desde a identificação até cada fase do projeto em todo o seu ciclo de vida. Assim, já puderam experimentar essa revolução digital entendendo o que é BIM e promovendo grande modernidade ao setor construtivo. Porém, outros países como França, Qatar e Escócia também já implementaram o BIM,  enquanto outros da América Latina já estão mais a fundo nos programas de adoção. Assim como o Brasil, países como Nova Zelândia, Itália, Bélgica e Chéquia estão planejando a adoção da tecnologia no setor construtivo. BIM: projetos mais assertivos no país Em 2013, uma iniciativa pioneira também fez aumentar a popularidade do BIM em várias cidades do país. O Caderno BIM para obras públicas em Santa Catarina desvendou diversos “mistérios” que as empresas de arquitetura e engenharia poderiam enfrentar ao participar de uma licitação com obrigatoriedade do uso do BIM. No Caderno, diversos tópicos explicam o que é BIM, níveis de desenvolvimento, requisitos, elementos do projeto, nomenclatura, documentos, planejamento preliminar, etc. Foi a partir dessa iniciativa que o governo de Santa Catarina determinou que a partir de 2018, as obras públicas catarinenses seriam todas realizadas em BIM, para gerar mais assertividade e transparência em relação às obras públicas do Estado. Mas, além do Governo Federal e essa iniciativa de Santa Catarina, alguns estados e municípios já se movimentaram em prol da disseminação do BIM e seu uso. Governos dos estados do Rio de Janeiro e Paraná já possuem decretos estaduais. A cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo,  também tem seu decreto municipal. Além dos governos, várias empresas, profissionais autônomos, estudantes de arquitetura e engenharia, faculdades e universidades, e outras instituições que trabalham em prol do mercado AECO, tem se juntado em associações como a CBIM (Câmara Brasileira de BIM) e a ABIM (Associação de BIM) espalhadas em diversos estados do país, com o papel de disseminar e ajudar a quem precisa de apoio para implantar o BIM.   O que é o BIM na construção civil ? Sem margens de dúvida, é possível dizer que em todo o mundo o sistema BIM tem se tornado crucial para garantir que o design, planejamento e a construção sejam altamente colaborativos e eficientes. Perceberam que entender o que é BIM na arquitetura ou o que é BIM na engenharia, é fator para lá de relevante para a cadeia construtiva. A ferramenta BIM traz um sistema inegavelmente eficiente que será refletido em toda a cadeia e que vai permitir menos erros nos projetos, redução de custos, menos retrabalho e entregas no prazo.  Antes do BIM, dentro do setor construtivo, alguns problemas se faziam muito comuns em todo o ciclo de vida de um projeto, como: Informações incorretas ou redundantes; Perda de dados e erros transferidos de uma etapa para outra; Compartilhamento inadequado de decisões que levavam frequentemente a um reprocessamento de trabalho; Aumento sem controle de custos e de tempo para a conclusão de uma obra; Falta de comunicação entre todos os envolvidos no ciclo construtivo. Mas para entender melhor o que é a plataforma BIM, é preciso saber que o termo software BIM não descreve a tamanha revolução que esse Modelo de Informações da Construção traz ao setor. Desde o seu conceito inicial, o BIM prevê que a criação de um modelo digital  “sofra” interações entre elementos e suas representações das diversas áreas e etapas do ciclo de um projeto.  Assim, todos os detalhes de um projeto BIM são modelados em 3D, de modo que possam ser analisados para criar opções de design e visualizações que auxiliem as partes interessadas a entenderem o projeto, antes mesmo de ser construído, porque apresenta simulações precisas. Como os componentes do BIM são inteligentes, com geometria e armazenamento de dados, sempre que algum elemento for alterado, o software atualiza o modelo, permitindo que permaneça consistente e coordenado em todo o ciclo de vida. Como altera as soluções técnicas profundamente, a metodologia BIM/tecnologia BIM evita erros que ainda são muito comuns nas sobreposições de mudanças necessárias para os diferentes setores de uma obra. Isso porque o “I” do BIM, que se refere às informações coletadas, proporciona o grande poder da metodologia, porque torna os dados não só coletáveis, mas também acionáveis. Pode-se dizer que os dados armazenados em um projeto elaborado com o BIM promovem: Melhor expressão da intenção do projeto; Total integração entre os setores envolvidos no projeto; Melhoria de precisão dos modelos; Melhoria na transferência de conhecimento entre as partes interessadas; Redução das dificuldades de entendimento entre as informações e a coordenação de campo; Redução de desperdícios de insumos; Redução de solicitações de alterações no pós-obra. O que é BIM na engenharia, arquitetura e construção civil? Cada setor da construção civil se beneficia com as possibilidades oferecidas pelo BIM:  Arquitetura: ganha melhor decisão de design, sustentabilidade e desempenho da construção ao longo do ciclo de vida do projeto. Além disso, com a metodologia também é possível permitir a visualização 3D, automação de documentação e detecção de conflitos, que levam a um entendimento muito mais efetivo sobre os projetos arquitetônicos. Engenharia civil: melhora os fluxos de trabalho, obtendo mais produtividade, previsibilidade de entregas e lucratividade. BIM construção civil: interliga canteiro de obras com informações do projeto, permitindo um gerenciamento com mais eficiência dos custos e gastos. Estrutura: pode explorar melhoria de design estrutural, aprimorar o planejamento e tornar entregas de projetos de infraestrutura civil mais escaláveis e sustentáveis.   Implantação do BIM A implantação do BIM nas empresas deve ser prioridade para atender os prazos exigidos pelo Governo Federal, porque à medida que projetos do setor público sejam realizados a partir dessa metodologia, o setor privado também seguirá os mesmos passos. Buscar o entendimento sobre a plataforma BIM, o que é, suas funcionalidades e potencialidades, pode ser um processo um tanto longo, com um nível de implantação complexa, porque exige logo de início mudança de mentalidade e cultura corporativa, que necessita de tempo de adaptação dentro de uma organização.  Todos precisam estar na mesma página, entender o que é projeto BIM, sejam projetistas, arquitetos, engenheiros, incorporadoras, gerentes de projeto e de obra e até administradoras da manutenção do edifício construído a partir da metodologia. Como o BIM, como um todo, vai se referir ao processo de todos os envolvidos na construção e no ciclo de vida do que está sendo construído, vai promover mudanças que revelam complexidade porque precisam estar focadas nos 3 pilares do BIM: Pessoas: é mais que necessária uma mentalidade que caminhe ao encontro de fluxos de trabalho mais colaborativos, com melhor comunicação e interações positivas para os resultados; Tecnologia: é preciso qualificação dos profissionais para entender a metodologia BIM e as funcionalidades dos softwares, como o Revit, Archicad, Navisworks, TQS e outros; Essa implantação só estará completa se for equilibrada pelo pilar Processos, que também induz à produção de novos diagnósticos, definição de metas, planos de implantação, além do gerenciamento da implantação em si, não só em nível interno mas também interempresarial. Novos processos com o BIM Para que a implantação ocorra de forma satisfatória, se fará necessário um novo conjunto de processos, para otimizar as etapas de cada entidade envolvida no projeto para uma reestruturação completa. Será preciso uma nova coleção de documentos que regulam e consolidam esses processos e as políticas, práticas comerciais, uso e operação dessa nova infraestrutura tecnológica, ou seja, junto com o BIM surgem novos procedimentos, normas e boas práticas. O que é o BIM: como entender melhor? Para entender o que é projeto BIM  e promover uma efetiva mudança de mindset, os profissionais precisam de qualificação, porque muitos deles já estão totalmente enraizados em processos antigos, que já estão sendo suplantados por essa tecnologia. Além disso, mesmo em algumas universidades que já apresentam a nova tecnologia aos estudantes, muitas não aprofundam esse conhecimento e, na hora da prática, os profissionais têm grandes dificuldades em desempenhar. Por isso, o ideal é que arquitetos e engenheiros busquem uma pós-graduação, de forma presencial ou à distância. Aqui no grupo AJ temos a pós-graduação BIM com a qual o profissional poderá entender: Como reunir todos os componentes de uma edificação em um só lugar; Acessar as informações para qualquer finalidade; Integrar aspectos do design com muita mais eficiência; Reduzir riscos de erros e custos de um projeto; Além disso, serão conhecidos diversos outros detalhes que vão permitir não só promover a implantação do BIM em qualquer empresa, como gerenciar esses processos.  No Grupo AJ BIM, também oferecemos o curso Master em Revit, que é um software baseado em BIM com ferramentas elaboradas para dar suporte ao BIM. O Revit vai conceder a funcionalidade de criar um modelo arquitetônico tridimensional único, com grande exatidão em todos os aspectos. Além disso, também temos outros cursos no setor de Educação Técnica, como Planejamento e Gestão de Obras em BIM, Planejamento e Compatibilização com o Navisworks, Orçamento de Obras com o BIM, Estruturas BIM TQS.

Saber o que é o BIM e qualificar-se na metodologia é aspecto fundamental para quem quiser continuar presente de forma efetiva no mercado, porque decretos do governo, já em vigência, estão colocando uma verdadeira lupa sobre o uso da metodologia no país. 

Nos países mais desenvolvidos, essa metodologia já é essencial e, em alguns casos, obrigatória, para permitir um projeto, planejamento e execução de obras mais eficientes, colaborativos e rentáveis.

Nesse post, entenda por que a dúvida sobre o BIM precisa ser sanada já, e que muitíssimo em breve será um conhecimento cada vez mais imprescindível para a carreira de todos os profissionais, desde os que já atuam na área até aqueles que estão saindo das universidades agora e no futuro.

O que é BIM?

O BIM é um acrônimo para Building Information Modeling que, na tradução para a língua portuguesa, significa Modelagem da Informação na Construção. É uma metodologia de trabalho colaborativa que apresenta  um processo inteligente baseado em um modelo 3D, que está relacionada a todo o ciclo de vida uma edificação. 

Essa plataforma, amparada em 3 pilares (pessoas, processos e tecnologia), fornece aos profissionais da arquitetura, engenharia e construção, informações precisas e ferramentas para planejar, projetar, construir, gerenciar e operar com mais eficiência a edificação de prédios residenciais ou comerciais e obras de infraestrutura.

Com um modelo tridimensional único e carregado com banco de dados, há um ambiente de colaboração, comunicação e interação entre todas as disciplinas, do projeto arquitetônico aos projetos complementares e análise estrutural, etc

O ambiente de interação, colaboração e comunicação do BIM para arquitetos, engenheiros e profissionais da construção civil possibilita que a indústria construtiva seja elevada a um outro patamar de eficiência, produtividade, consciência ambiental e resultados financeiros.

O BIM é um conceito que surgiu a partir dos estudos sobre processos construtivos do professor Chuck Eastman, do Instituto de Tecnologia da Georgia (EUA), há mais de 30 anos. De lá para cá, vem representando uma inovação radical no setor, que, em breve, será também a principal metodologia de trabalho do setor construtivo no Brasil, a exemplo de outros países.

Atualmente, o BIM já pode ser considerado o principal protagonista da Construção 4.0, que vem proporcionando uma digitalização para o setor que era considerado o menos tecnológico entre as áreas da economia.

Com o uso do BIM, os profissionais também podem associar outras tecnologias para promover melhores resultados nos canteiros de obras, como o uso de drones, lasers scanners e realidade aumentada.

Principais características do BIM

O fato de um projeto apresentar um design tridimensional,  não significa que ele é BIM. Para entender a modelagem BIM é preciso saber que existem características marcantes na metodologia, como:

Modelagem paramétrica

Os objetos do projeto BIM têm dados atribuídos e se relacionam entre si.  Os componentes da edificação são projetados com representações digitais inteligentes (objetos) que “sabem” o que são e podem ser associados com gráficos computacionais, dados, atributos e regras paramétricas.

Levantamento de insumos

Os projetos em BIM trazem componentes que incluem dados descritivos de seu comportamento que são necessários para análises e processos de projeto, tais como levantamentos de quantitativos, especificações e análise energética. 

Por isso, o levantamento de insumos é muito mais preciso, e menos demorado do que na metodologia tradicional na qual esses levantamentos são realizados de forma manual e que podem gerar muitos erros de cálculos. Há softwares BIM específicos para fazer essa quantificação e cálculos.

Interoperabilidade 

Significa que um software BIM tem a capacidade de fazer intercâmbio com outros softwares para troca de informações durante todo o ciclo de vida do projeto. Assim, os dados são coordenados de modo que todas as vistas do modelo sejam representadas de modo coordenado.

Geração de simulações

Dados consistentes e sem redundância permitem que alterações nos componentes sejam representadas em todas as vistas do componente. Essas simulações vão identificar possíveis interferências entre diversas disciplinas do projeto, identificando e esclarecendo a necessidade de correções ainda na fase de anteprojeto.

O gerenciamento de informações e compartilhamento permitidos ao BIM apresenta a possibilidade de interferências ainda nesta fase de representação digital, permitindo que a obra tenha muito melhor desempenho quando passa para a fase de execução.

Saber o que é o BIM e qualificar-se na metodologia é aspecto fundamental para quem quiser continuar presente de forma efetiva no mercado, porque decretos do governo, já em vigência, estão colocando uma verdadeira lupa sobre o uso da metodologia no país.  Nos países mais desenvolvidos, essa metodologia já é essencial e, em alguns casos, obrigatória, para permitir um projeto, planejamento e execução de obras mais eficientes, colaborativos e rentáveis. Nesse post, entenda por que a dúvida sobre  o que é BIM precisa ser sanada já, e que muitíssimo em breve será um conhecimento cada vez mais imprescindível para a carreira de todos os profissionais, desde os que já atuam na área até aqueles que estão saindo das universidades agora e no futuro. O que é BIM? O BIM é um acrônimo para Building Information Modeling que, na tradução para a língua portuguesa, significa Modelagem da Informação na Construção. É uma metodologia de trabalho colaborativa que apresenta  um processo inteligente baseado em um modelo 3D, que está relacionada a todo o ciclo de vida uma edificação.  Essa plataforma, amparada em 3 pilares (pessoas, processos e tecnologia), fornece aos profissionais da arquitetura, engenharia e construção, informações precisas e ferramentas para planejar, projetar, construir, gerenciar e operar com mais eficiência a edificação de prédios residenciais ou comerciais e obras de infraestrutura. Com um modelo tridimensional único e carregado com banco de dados, há um ambiente de colaboração, comunicação e interação entre todas as disciplinas, do projeto arquitetônico, aos projetos complementares e análise estrutural, etc O ambiente de interação, colaboração e comunicação do BIM para arquitetos, engenheiros e profissionais da construção civil possibilita que a indústria construtiva seja elevada a um outro patamar de eficiência, produtividade, consciência ambiental e resultados financeiros. O BIM é um conceito que surgiu a partir dos estudos sobre processos construtivos do professor Chuck Eastman, do Instituto de Tecnologia da Georgia (EUA), há mais de 30 anos. De lá para cá, vem representando uma inovação radical no setor, que, em breve, será também a principal metodologia de trabalho do setor construtivo no Brasil, a exemplo de outros países. Atualmente, o BIM já pode ser considerado o principal protagonista da Construção 4.0, que vem proporcionando uma digitalização para o setor que era considerado o menos tecnológico entre as áreas da economia. Com o uso do BIM, os profissionais também podem associar outras tecnologias para promover melhores resultados nos canteiros de obras, como o uso de drones, scanners e realidade aumentada. Principais características do BIM O fato de um projeto apresentar um design tridimensional,  não significa saber o que é BIM. Para entender o que é modelagem BIM é preciso saber que existem características marcantes na metodologia, como: Modelagem paramétrica Os objetos do projeto BIM têm dados atribuídos e se relacionam entre si.  Os componentes da edificação são projetados com representações digitais inteligentes (objetos) que “sabem” o que são e podem ser associados com gráficos computacionais, dados, atributos e regras paramétricas. Levantamento de insumos Os projetos em BIM trazem componentes que incluem dados descritivos de seu comportamento que são necessários para análises e processos de projeto, tais como levantamentos de quantitativos, especificações e análise energética.  Por isso, o levantamento de insumos é muito mais preciso, e menos demorado do que na metodologia tradicional na qual esses levantamentos são realizados de forma manual e que podem gerar muitos erros de cálculos. Há softwares BIM específicos para fazer essa quantificação e cálculos. O que é interoperabilidade BIM? Significa que um software BIM tem a capacidade de fazer intercâmbio com outros softwares para troca de informações durante todo o ciclo de vida do projeto. Assim, os dados são coordenados de modo que todas as vistas do modelo sejam representadas de modo coordenado; Geração de simulações Dados consistentes e sem redundância de modo que alterações nos componentes sejam representadas em todas as vistas do componente. Essas simulações vão identificar possíveis interferências entre diversas disciplinas do projeto, identificando e esclarecendo a necessidade de correções ainda na fase de anteprojeto. O gerenciamento de informações e compartilhamento permitidos ao BIM apresenta a possibilidade de interferências ainda nesta fase de representação digital, permitindo que a obra tenha muito melhor desempenho quando passa para a fase de execução. Tecnologia BIM no Brasil: decretos e incentivos Essa modernização sem precedentes para o país, começou a ganhar ainda mais força com a publicação do decreto 9.377, em 17 de maio de 2018, que, posteriormente, sofreu alterações. Porém, em 2020, houve a assinatura de um novo decreto. Por meio da publicação do Decreto 10.306, de 2 de abril de 2020, o governo federal estabelece a utilização do BIM, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling – Estratégia BIM BR, na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal referentes a construções novas, reformas, ampliações ou reabilitações.  A finalidade da Estratégia BIM BR é promover um ambiente adequado ao investimento na metodologia e sua difusão no Brasil. No decreto de 2020, ficou determinado que os ministérios da Defesa e da Infraestrutura seriam os primeiros a implantar o BIM de forma preferencial em seus projetos. Porém, os demais órgãos públicos também ficaram livres para fazer uso da metodologia. Além disso, uma frente parlamentar, dentro do Congresso Nacional, nomeada Frente Parlamentar do BIM, articulou alterações da Lei 8.666 que controla as licitações públicas.  Esse trabalho resultou na sanção da nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (14.133), publicada em 1o de abril de 2021, orientando que o uso da metodologia BIM seja preferencial nos projetos e obras do Governo. Janeiro de 2021 O BIM deve ser utilizado no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia nas disciplinas de estrutura, hidráulica, AVAC, instalação elétrica e na detecção de interferências, na extração de quantitativos e na geração de documentação gráfica a partir desses modelos. A partir de janeiro de 2024 BIM deverá ser utilizado na execução direta ou indireta de projetos de arquitetura e engenharia e na gestão de obras, e abrangerá os usos previstos na primeira fase, a orçamentação, planejamento e execução de obras e atualização do modelo e de suas informações como construído (as built), para obras cujos projetos de arquitetura e engenharia tenham sido realizados ou executados com aplicação do BIM. A partir de janeiro de 2028 Será necessário fechar o ciclo completo de utilização da metodologia BIM no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia, na  gestão de obras e abrangerá os usos previstos na primeira e segunda fases, no gerenciamento e manutenção do empreendimento após a sua construção, cujos projetos de arquitetura e engenharia tenham sido desenvolvidos ou executados com aplicação do BIM. BIM: o que é no mundo A adoção cada vez maior da metodologia se revela muito pertinente para uma projeção de população mundial que deve atingir os 9,5 milhões e meio de habitantes até 2050, segundo dados da ONU. Assim, com mais eficiência, espaços mais inteligentes e resistentes podem ser criados, bem como a demanda do setor construtivo poderá ser mais facilmente atendida. No mundo inteiro, cada país está em um grau diferente de utilização do sistema BIM. Em nações como Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Áustria, Singapura, Hong Kong e Dubai o uso está bastante avançado. Lá, a implementação é completa desde a identificação até cada fase do projeto em todo o seu ciclo de vida. Assim, já puderam experimentar essa revolução digital entendendo o que é BIM e promovendo grande modernidade ao setor construtivo. Porém, outros países como França, Qatar e Escócia também já implementaram o BIM,  enquanto outros da América Latina já estão mais a fundo nos programas de adoção. Assim como o Brasil, países como Nova Zelândia, Itália, Bélgica e Chéquia estão planejando a adoção da tecnologia no setor construtivo. BIM: projetos mais assertivos no país Em 2013, uma iniciativa pioneira também fez aumentar a popularidade do BIM em várias cidades do país. O Caderno BIM para obras públicas em Santa Catarina desvendou diversos “mistérios” que as empresas de arquitetura e engenharia poderiam enfrentar ao participar de uma licitação com obrigatoriedade do uso do BIM. No Caderno, diversos tópicos explicam o que é BIM, níveis de desenvolvimento, requisitos, elementos do projeto, nomenclatura, documentos, planejamento preliminar, etc. Foi a partir dessa iniciativa que o governo de Santa Catarina determinou que a partir de 2018, as obras públicas catarinenses seriam todas realizadas em BIM, para gerar mais assertividade e transparência em relação às obras públicas do Estado. Mas, além do Governo Federal e essa iniciativa de Santa Catarina, alguns estados e municípios já se movimentaram em prol da disseminação do BIM e seu uso. Governos dos estados do Rio de Janeiro e Paraná já possuem decretos estaduais. A cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo,  também tem seu decreto municipal. Além dos governos, várias empresas, profissionais autônomos, estudantes de arquitetura e engenharia, faculdades e universidades, e outras instituições que trabalham em prol do mercado AECO, tem se juntado em associações como a CBIM (Câmara Brasileira de BIM) e a ABIM (Associação de BIM) espalhadas em diversos estados do país, com o papel de disseminar e ajudar a quem precisa de apoio para implantar o BIM.   O que é o BIM na construção civil ? Sem margens de dúvida, é possível dizer que em todo o mundo o sistema BIM tem se tornado crucial para garantir que o design, planejamento e a construção sejam altamente colaborativos e eficientes. Perceberam que entender o que é BIM na arquitetura ou o que é BIM na engenharia, é fator para lá de relevante para a cadeia construtiva. A ferramenta BIM traz um sistema inegavelmente eficiente que será refletido em toda a cadeia e que vai permitir menos erros nos projetos, redução de custos, menos retrabalho e entregas no prazo.  Antes do BIM, dentro do setor construtivo, alguns problemas se faziam muito comuns em todo o ciclo de vida de um projeto, como: Informações incorretas ou redundantes; Perda de dados e erros transferidos de uma etapa para outra; Compartilhamento inadequado de decisões que levavam frequentemente a um reprocessamento de trabalho; Aumento sem controle de custos e de tempo para a conclusão de uma obra; Falta de comunicação entre todos os envolvidos no ciclo construtivo. Mas para entender melhor o que é a plataforma BIM, é preciso saber que o termo software BIM não descreve a tamanha revolução que esse Modelo de Informações da Construção traz ao setor. Desde o seu conceito inicial, o BIM prevê que a criação de um modelo digital  “sofra” interações entre elementos e suas representações das diversas áreas e etapas do ciclo de um projeto.  Assim, todos os detalhes de um projeto BIM são modelados em 3D, de modo que possam ser analisados para criar opções de design e visualizações que auxiliem as partes interessadas a entenderem o projeto, antes mesmo de ser construído, porque apresenta simulações precisas. Como os componentes do BIM são inteligentes, com geometria e armazenamento de dados, sempre que algum elemento for alterado, o software atualiza o modelo, permitindo que permaneça consistente e coordenado em todo o ciclo de vida. Como altera as soluções técnicas profundamente, a metodologia BIM/tecnologia BIM evita erros que ainda são muito comuns nas sobreposições de mudanças necessárias para os diferentes setores de uma obra. Isso porque o “I” do BIM, que se refere às informações coletadas, proporciona o grande poder da metodologia, porque torna os dados não só coletáveis, mas também acionáveis. Pode-se dizer que os dados armazenados em um projeto elaborado com o BIM promovem: Melhor expressão da intenção do projeto; Total integração entre os setores envolvidos no projeto; Melhoria de precisão dos modelos; Melhoria na transferência de conhecimento entre as partes interessadas; Redução das dificuldades de entendimento entre as informações e a coordenação de campo; Redução de desperdícios de insumos; Redução de solicitações de alterações no pós-obra. O que é BIM na engenharia, arquitetura e construção civil? Cada setor da construção civil se beneficia com as possibilidades oferecidas pelo BIM:  Arquitetura: ganha melhor decisão de design, sustentabilidade e desempenho da construção ao longo do ciclo de vida do projeto. Além disso, com a metodologia também é possível permitir a visualização 3D, automação de documentação e detecção de conflitos, que levam a um entendimento muito mais efetivo sobre os projetos arquitetônicos. Engenharia civil: melhora os fluxos de trabalho, obtendo mais produtividade, previsibilidade de entregas e lucratividade. BIM construção civil: interliga canteiro de obras com informações do projeto, permitindo um gerenciamento com mais eficiência dos custos e gastos. Estrutura: pode explorar melhoria de design estrutural, aprimorar o planejamento e tornar entregas de projetos de infraestrutura civil mais escaláveis e sustentáveis.   Implantação do BIM A implantação do BIM nas empresas deve ser prioridade para atender os prazos exigidos pelo Governo Federal, porque à medida que projetos do setor público sejam realizados a partir dessa metodologia, o setor privado também seguirá os mesmos passos. Buscar o entendimento sobre a plataforma BIM, o que é, suas funcionalidades e potencialidades, pode ser um processo um tanto longo, com um nível de implantação complexa, porque exige logo de início mudança de mentalidade e cultura corporativa, que necessita de tempo de adaptação dentro de uma organização.  Todos precisam estar na mesma página, entender o que é projeto BIM, sejam projetistas, arquitetos, engenheiros, incorporadoras, gerentes de projeto e de obra e até administradoras da manutenção do edifício construído a partir da metodologia. Como o BIM, como um todo, vai se referir ao processo de todos os envolvidos na construção e no ciclo de vida do que está sendo construído, vai promover mudanças que revelam complexidade porque precisam estar focadas nos 3 pilares do BIM: Pessoas: é mais que necessária uma mentalidade que caminhe ao encontro de fluxos de trabalho mais colaborativos, com melhor comunicação e interações positivas para os resultados; Tecnologia: é preciso qualificação dos profissionais para entender a metodologia BIM e as funcionalidades dos softwares, como o Revit, Archicad, Navisworks, TQS e outros; Essa implantação só estará completa se for equilibrada pelo pilar Processos, que também induz à produção de novos diagnósticos, definição de metas, planos de implantação, além do gerenciamento da implantação em si, não só em nível interno mas também interempresarial. Novos processos com o BIM Para que a implantação ocorra de forma satisfatória, se fará necessário um novo conjunto de processos, para otimizar as etapas de cada entidade envolvida no projeto para uma reestruturação completa. Será preciso uma nova coleção de documentos que regulam e consolidam esses processos e as políticas, práticas comerciais, uso e operação dessa nova infraestrutura tecnológica, ou seja, junto com o BIM surgem novos procedimentos, normas e boas práticas. O que é o BIM: como entender melhor? Para entender o que é projeto BIM  e promover uma efetiva mudança de mindset, os profissionais precisam de qualificação, porque muitos deles já estão totalmente enraizados em processos antigos, que já estão sendo suplantados por essa tecnologia. Além disso, mesmo em algumas universidades que já apresentam a nova tecnologia aos estudantes, muitas não aprofundam esse conhecimento e, na hora da prática, os profissionais têm grandes dificuldades em desempenhar. Por isso, o ideal é que arquitetos e engenheiros busquem uma pós-graduação, de forma presencial ou à distância. Aqui no grupo AJ temos a pós-graduação BIM com a qual o profissional poderá entender: Como reunir todos os componentes de uma edificação em um só lugar; Acessar as informações para qualquer finalidade; Integrar aspectos do design com muita mais eficiência; Reduzir riscos de erros e custos de um projeto; Além disso, serão conhecidos diversos outros detalhes que vão permitir não só promover a implantação do BIM em qualquer empresa, como gerenciar esses processos.  No Grupo AJ BIM, também oferecemos o curso Master em Revit, que é um software baseado em BIM com ferramentas elaboradas para dar suporte ao BIM. O Revit vai conceder a funcionalidade de criar um modelo arquitetônico tridimensional único, com grande exatidão em todos os aspectos. Além disso, também temos outros cursos no setor de Educação Técnica, como Planejamento e Gestão de Obras em BIM, Planejamento e Compatibilização com o Navisworks, Orçamento de Obras com o BIM, Estruturas BIM TQS.

Tecnologia BIM no Brasil: decretos e incentivos

Essa modernização sem precedentes para o país, começou a ganhar ainda mais força com a publicação do decreto 9.377, em 17 de maio de 2018, que, posteriormente, sofreu alterações. Porém, em 2020, houve a assinatura de um novo decreto.

Por meio da publicação do Decreto 10.306, de 2 de abril de 2020, o governo federal estabelece a utilização do BIM, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling – Estratégia BIM BR, na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal referentes a construções novas, reformas, ampliações ou reabilitações. 

A finalidade da Estratégia BIM BR é promover um ambiente adequado ao investimento na metodologia e sua difusão no Brasil.

No decreto de 2020, ficou determinado que os ministérios da Defesa e da Infraestrutura seriam os primeiros a implantar o BIM de forma preferencial em seus projetos. Porém, os demais órgãos públicos também ficaram livres para fazer uso da metodologia.

Além disso, uma frente parlamentar, dentro do Congresso Nacional, nomeada Frente Parlamentar do BIM, articulou alterações da Lei 8.666 que controla as licitações públicas. 

Esse trabalho resultou na sanção da nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (14.133), publicada em 1o de abril de 2021, orientando que o uso da metodologia BIM seja preferencial nos projetos e obras do Governo.

Janeiro de 2021

O BIM deve ser utilizado no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia nas disciplinas de estrutura, hidráulica, AVAC, instalação elétrica e na detecção de interferências, na extração de quantitativos e na geração de documentação gráfica a partir desses modelos.

A partir de janeiro de 2024

BIM deverá ser utilizado na execução direta ou indireta de projetos de arquitetura e engenharia e na gestão de obras, e abrangerá os usos previstos na primeira fase, a orçamentação, planejamento e execução de obras e atualização do modelo e de suas informações como construído (as built), para obras cujos projetos de arquitetura e engenharia tenham sido realizados ou executados com aplicação do BIM.

A partir de janeiro de 2028

Será necessário fechar o ciclo completo de utilização da metodologia BIM no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia, na  gestão de obras e abrangerá os usos previstos na primeira e segunda fases, no gerenciamento e manutenção do empreendimento após a sua construção, cujos projetos de arquitetura e engenharia tenham sido desenvolvidos ou executados com aplicação do BIM.

BIM e o mundo

A adoção cada vez maior da metodologia se revela muito pertinente para uma projeção de população mundial que deve atingir os 9,5 milhões e meio de habitantes até 2050, segundo dados da ONU. Assim, com mais eficiência, espaços mais inteligentes e resistentes podem ser criados, bem como a demanda do setor construtivo poderá ser mais facilmente atendida.

No mundo inteiro, cada país está em um grau diferente de utilização do sistema BIM. Em nações como Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Áustria, Singapura, Hong Kong e Dubai o uso está bastante avançado. Lá, a implementação é completa desde a identificação até cada fase do projeto em todo o seu ciclo de vida.

Assim, já puderam experimentar essa revolução digital entendendo BIM e promovendo grande modernidade ao setor construtivo.

Porém, outros países como França, Qatar e Escócia também já implementaram o BIM,  enquanto outros da América Latina já estão mais a fundo nos programas de adoção.

Assim como o Brasil, países como Nova Zelândia, Itália, Bélgica e Chéquia estão planejando a adoção da tecnologia no setor construtivo.

BIM: projetos mais assertivos no país

Em 2013, uma iniciativa pioneira também fez aumentar a popularidade do BIM em várias cidades do país. O Caderno BIM para obras públicas em Santa Catarina desvendou diversos “mistérios” que as empresas de arquitetura e engenharia poderiam enfrentar ao participar de uma licitação com obrigatoriedade do uso do BIM.

No Caderno, diversos tópicos explicam o que é BIM, níveis de desenvolvimento, requisitos, elementos do projeto, nomenclatura, documentos, planejamento preliminar, etc.

Foi a partir dessa iniciativa que o governo de Santa Catarina determinou que a partir de 2018, as obras públicas catarinenses seriam todas realizadas em BIM, para gerar mais assertividade e transparência em relação às obras públicas do Estado.

Mas, além do Governo Federal e essa iniciativa de Santa Catarina, alguns estados e municípios já se movimentaram em prol da disseminação do BIM e seu uso. Governos dos estados do Rio de Janeiro e Paraná já possuem decretos estaduais. A cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo,  também tem seu decreto municipal.

Além dos governos, várias empresas, profissionais autônomos, estudantes de arquitetura e engenharia, faculdades e universidades, e outras instituições que trabalham em prol do mercado AECO, tem se juntado em associações como a CBIM (Câmara Brasileira de BIM) e a ABIM (Associação de BIM) espalhadas em diversos estados do país, com o papel de disseminar e ajudar a quem precisa de apoio para implantar o BIM.

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O BIM na construção civil

Sem margens de dúvida, é possível dizer que em todo o mundo o sistema BIM tem se tornado crucial para garantir que o design, planejamento e a construção sejam altamente colaborativos e eficientes. Perceberam que entender o que é BIM na arquitetura ou na engenharia, é fator para lá de relevante para a cadeia construtiva.

A ferramenta BIM traz um sistema inegavelmente eficiente que será refletido em toda a cadeia e que vai permitir menos erros nos projetos, redução de custos, menos retrabalho e entregas no prazo. 

Antes do BIM, dentro do setor construtivo, alguns problemas se faziam muito comuns em todo o ciclo de vida de um projeto, como:

  • Informações incorretas ou redundantes;
  • Perda de dados e erros transferidos de uma etapa para outra;
  • Compartilhamento inadequado de decisões que levavam frequentemente a um reprocessamento de trabalho;
  • Aumento sem controle de custos e de tempo para a conclusão de uma obra;
  • Falta de comunicação entre todos os envolvidos no ciclo construtivo.

Mas para entender melhor o BIM, é preciso saber que o termo software BIM não descreve a tamanha revolução que esse Modelo de Informações da Construção traz ao setor.

Desde o seu conceito inicial, o BIM prevê que a criação de um modelo digital  “sofra” interações entre elementos e suas representações das diversas áreas e etapas do ciclo de um projeto. 

Assim, todos os detalhes de um projeto BIM são modelados em 3D, de modo que possam ser analisados para criar opções de design e visualizações que auxiliem as partes interessadas a entenderem o projeto, antes mesmo de ser construído, porque apresenta simulações precisas.

Como os componentes do BIM são inteligentes, com geometria e armazenamento de dados, sempre que algum elemento for alterado, o software atualiza o modelo, permitindo que permaneça consistente e coordenado em todo o ciclo de vida.

Como altera as soluções técnicas profundamente, a metodologia BIM/tecnologia BIM evita erros que ainda são muito comuns nas sobreposições de mudanças necessárias para os diferentes setores de uma obra.

Isso porque o “I” do BIM, que se refere às informações coletadas, proporciona o grande poder da metodologia, porque torna os dados não só coletáveis, mas também acionáveis.

Pode-se dizer que os dados armazenados em um projeto elaborado com o BIM promovem:

  • Melhor expressão da intenção do projeto;
  • Total integração entre os setores envolvidos no projeto;
  • Melhoria de precisão dos modelos;
  • Melhoria na transferência de conhecimento entre as partes interessadas;
  • Redução das dificuldades de entendimento entre as informações e a coordenação de campo;
  • Redução de desperdícios de insumos;
  • Redução de solicitações de alterações no pós-obra.

Além disso, também é possível com o BIM:

O Bim e a geração de dados: recursos que vão além de um design mais aprimorado e preciso Entender melhor o design computacional; Exibir as relações espaciais complexas; Estabelecer relações paramétricas e dependências do elemento do modelo; Análises energéticas; Análises de iluminação de dia e de noite; Calcular os quantitativos; Detectar e resolver conflitos; Trabalhar com realidade estendida (realidades virtuais e aumentadas).

BIM na engenharia, arquitetura e construção civil?

Cada setor da construção civil se beneficia com as possibilidades oferecidas pelo BIM:

Arquitetura: ganha melhor decisão de design, sustentabilidade e desempenho da construção ao longo do ciclo de vida do projeto. Além disso, com a metodologia também é possível permitir a visualização 3D, automação de documentação e detecção de conflitos, que levam a um entendimento muito mais efetivo sobre os projetos arquitetônicos.

Engenharia civil: melhora os fluxos de trabalho, obtendo mais produtividade, previsibilidade de entregas e lucratividade.

BIM construção civil: interliga canteiro de obras com informações do projeto, permitindo um gerenciamento com mais eficiência dos custos e gastos.

Estrutura: pode explorar melhoria de design estrutural, aprimorar o planejamento e tornar entregas de projetos de infraestrutura civil mais escaláveis e sustentáveis.

Implantação do BIM

A implantação do BIM nas empresas deve ser prioridade para atender os prazos exigidos pelo Governo Federal, porque à medida que projetos do setor público sejam realizados a partir dessa metodologia, o setor privado também seguirá os mesmos passos.

Buscar o entendimento sobre a plataforma BIM, o que é, suas funcionalidades e potencialidades, pode ser um processo um tanto longo, com um nível de implantação complexa, porque exige logo de início mudança de mentalidade e cultura corporativa, que necessita de tempo de adaptação dentro de uma organização. 

Todos precisam estar na mesma página, entender o que é projeto BIM, sejam projetistas, arquitetos, engenheiros, incorporadoras, gerentes de projeto e de obra e até administradoras da manutenção do edifício construído a partir da metodologia.

Como o BIM, como um todo, vai se referir ao processo de todos os envolvidos na construção e no ciclo de vida do que está sendo construído, vai promover mudanças que revelam complexidade porque precisam estar focadas nos 3 pilares do BIM:

  • Pessoas: é mais que necessária uma mentalidade que caminhe ao encontro de fluxos de trabalho mais colaborativos, com melhor comunicação e interações positivas para os resultados;
  • Tecnologia: é preciso qualificação dos profissionais para entender a metodologia BIM e as funcionalidades dos softwares, como o Revit, Archicad, Navisworks, TQS e outros;
  • Essa implantação só estará completa se for equilibrada pelo pilar Processos, que também induz à produção de novos diagnósticos, definição de metas, planos de implantação, além do gerenciamento da implantação em si, não só em nível interno mas também interempresarial.

Novos processos com o BIM

Para que a implantação ocorra de forma satisfatória, se fará necessário um novo conjunto de processos, para otimizar as etapas de cada entidade envolvida no projeto para uma reestruturação completa.

Será preciso uma nova coleção de documentos que regulam e consolidam esses processos e as políticas, práticas comerciais, uso e operação dessa nova infraestrutura tecnológica, ou seja, junto com o BIM surgem novos procedimentos, normas e boas práticas.

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Como entender o BIM?

Para entender um projeto BIM  e promover uma efetiva mudança de mindset, os profissionais precisam de qualificação, porque muitos deles já estão totalmente enraizados em processos antigos, que já estão sendo suplantados por essa tecnologia.

Além disso, mesmo em algumas universidades que já apresentam a nova tecnologia aos estudantes, muitas não aprofundam esse conhecimento e, na hora da prática, os profissionais têm grandes dificuldades em desempenhar. Por isso, o ideal é que arquitetos e engenheiros busquem uma pós-graduação, de forma presencial ou à distância.

Aqui no grupo AJ temos a pós-graduação BIM com a qual o profissional poderá aprender:

  • Como reunir todos os componentes de uma edificação em um só lugar;
  • Acessar as informações para qualquer finalidade;
  • Integrar aspectos do design com muita mais eficiência;
  • Reduzir riscos de erros e custos de um projeto;

Além disso, serão conhecidos diversos outros detalhes que vão permitir não só promover a implantação do BIM em qualquer empresa, como gerenciar esses processos. 

No Grupo AJ BIM, também oferecemos o curso Master em Revit, que é um software baseado em BIM com ferramentas elaboradas para dar suporte à metodologia. O Revit vai conceder a funcionalidade de criar um modelo arquitetônico tridimensional único, com grande exatidão em todos os aspectos.

Além disso, também temos outros cursos no setor de Educação Técnica, como Planejamento e Gestão de Obras em BIM, Planejamento e Compatibilização com o Navisworks, Orçamento de Obras com o BIM, Estruturas BIM TQS.

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